quarta-feira, 31 de março de 2010

A - LAGADOS

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Antes de ler esse post cante mentalmente o refrão da música “Alagados” do Paralamas do Sucesso.
Cantou?
Sério, cantou mesmo?
- Tá bom, então me diz ai: o que você cantou?

Resultado provável da enquete:
50% de chances de ter cantado errado
30% de ter travado e não lembrar sequer como canta
20% (ou menos, pela minha experiência) de ter cantado errado


Bem, sempre que falo de virunduns* com meus amigos essa música aparece em cena. Talvez seja porque até hoje nenhum deles conseguiu cantá-la corretamente quando solicitado (lógico que eu também cantava errado).

O refrão correto é:
“Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV”

Trenchtown (que é a palavra coringa em se tratando de virunduns) é uma favela jamaicana localizadas no suburbio.
Curiosidade: Bob Marley viveu em Trenchtown

O que já ouvi dos meus amigos:
Alagados...
... Cristal
... Sem sal
... Pistão
... Onde é que estão?
... Quem são?

E você, conta a verdade, cantava como hein?

*Virundum é quando a pessoa troca alguma parte de uma música por palavras que se parecem, mas que não tem nada haver com o contexto e então fica aquela coisa mais estranha e claro muito engraçada.
A palavra "Virundum" vem do equívoco, dos muitos que fazemos, com o Hino Nacional : "Ouviram do Ipiranga..." que passa a ser "O Virundum piranga..."

Mulherzinha




Prezada Mulherzinha

"Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu.
Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou
falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem
enorme.

Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu
corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho.
Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.

Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo.

Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.

É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade."

Fernanda Young


Já havia visto esse texto no blog da Mara, mas hoje recebi de um colega de trabalho e resolvi postar aqui para compartilhar com vocês. Obrigada e Beijos Dri.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Eu nunca vou pra Disney



Esses dias encontrei preso ao limpador de vidros do carro um panfleto para férias na Disney. E, lembrei de quando eu tinha 13 anos e uma amiga minha escolheu de presente de aniversário de seus 15 anos uma viagem para a DisneyWorld; recordo-me de algumas das muitas histórias que ela nos contou: de como havia se divertido, que tinha dançado com o Danton Melo (que na época era um dos galãs do 1º ano da interminável novela Malhação), que o pessoal respeitava a fila, dos óculos 3D, dos desfiles etc... detalhe ela contava sobre suas aventuras sempre mexendo no seu tamagochi (que ainda não havia chegado ao Brasil), e só as amigas mais chegadas podiam de vez em quando alimentar o tal bichinho. Lembro que ficávamos sentadas em volta dela escutando e fantasiando sobre aquele mundo. E, eu dizia internamente que queria um dia conhecer a Disney também!

Tempos depois ouvi alguns amigos dizendo que Disney era pra criança. Sempre discordava e ainda discordo, acho que as pessoas que dizem isso são aquelas que nunca foram até lá. Enfim...

Entretanto, tenho um enorme pavor de altura e por não saber nadar, fico completamente histérica quando vislumbro a possibilidade de poder me afogar, já que afundo como bigorna.

Vendo o panfleto da Disney percebi que nunca irei lá, pois a maioria dos brinquedos ou são muito altos ou envolvem algo aquático. Lia o nome de um brinquedo e quando meus medos não eram sugeridos no título ficava toda empolgada, mas a minha empolgação não durava muito, logo no início da descrição algo como a maior montanha russa, ondas gigantes etc... eram mencionados.

Quem sabe se um dia eu passar por lá pelo menos conheço o Castelo da Cinderela!